Sejam bem-vindos(as) e sintam-se convidados(as) a participar do blog Filósofo dos Livros com sugestões, comentários, críticas, dúvidas, compartilhamentos ou só com um “oizinho” de vez em quando!

domingo, 30 de agosto de 2015

RESENHA: PARA SEMPRE - KIM E KRICKIT CARPENTER - EDITORA NOVO CONCEITO

"Quando você fechar este livro, quero que se lembre de que, durante a vida, você vai enfrentar momentos muito difíceis, mas é possível encontrar a força que precisa em Deus. Se está faltando alguma coisa em sua vida, peça. Você será atendido. Comprometa-se, e todos os compromissos assumidos serão duradouros. Para sempre."
Kim Carpenter

Você já assistiu o filme "Para Sempre"? Eu já! Confesso que gostei muito e isso me levou a querer ler o livro que inspirou essa adaptação cinematográfica.
Como um apaixonado pelo filme, fui logo comprar o livro. Eu tinha a opção de comprá-lo com a capa tradicional e com a capa versão filme. Optei pela segunda possibilidade. Hoje, me arrependo. Vejo que o filme é muito bom, mas os atores da capa não representam os personagem contidos na obra.
Tanto o filme como o livro falam sobre um casal que sofre um acidente. Depois disso, a esposa perde uma parte de sua memória. Justamente, ela fica sem as lembranças de seu namoro e casamento. Seu marido é um completo estranho. Embora, o drama do casal do filme e do livro seja o mesmo, as personalidades dos dois casais se diferem bastante. Arrisco-me a dizer que pessoas que amam casais moderninhos irão preferir o filme. Pessoas que gostam de casais mais românticos e evangélicos darão preferência ao livro.
Eu prefiro o casal do livro. Outra questão a ressaltar é que o filme foi inspirado. O casal cinematográfico não existiu. O casal do livro é composto por um homem e uma mulher reais.
Isso fica claro até pela questão dos nomes. O casal real é formado por Kim e Krickit Carpenter. As pessoas que compõem o casal cinematográfico são Leo e Page. 
Vocês podem assistir o filme e o livro para encontrar duas histórias diferentes sobre o mesmo drama: a perda da memória de um dos cônjuges.
O livro inicia com a cena que revela a perda da memória de Krickit Carpenter. Tal cena, seria o meio da história do casal. Depois, prossegue contando como Kim e Krickit se conhecerão.
Kim é treinador de beisebol e telefona para uma empresa de artigos esportivos para comprar jaquetas. Ele é atendido por Krickit. Ao ouvir sua voz sente algo diferente. A partir daí, começa a fazer ligações constantes para poder ouvir a voz da moça. Algumas vezes, ele não foi atendido por ela, mas ele sempre dá um jeito para que a moça fale com ele.
Essa paixão nascida a partir do som de uma voz me parece um tanto irreal, porém foi assim que eles se apaixonaram. Com o decorrer da história, os telefonemas ficam mais assíduos e passam a ser feitos diretamente para a casa de Krickit. Diante dessa cena, eu me pergunto: "Vocês acreditam em amor ao primeiro telefonema?"
Foi assim mesmo que eles se apaixonaram.
Com tantas conversas, surgiu a necessidade de descobrirem o rosto um do outro. Então, eles trocam fotografias. Nessa época, eles não tinham facebook ainda e nada de nossa tecnologia para enviar fotos. Dá até a impressão de que fotografia era algo caro para eles. Vou explicar o porquê. Kim manda uma foto onde ele estava com outros rapazes. Ela manda uma foto recortada contendo apenas o seu rosto. Será que era difícil tirar uma foto nova?
Creio que Krickit foi mais esperta do que Kim. Mais tarde, na história ela revela que cortou a foto para não mostrar suas amigas, pois tinha medo de que ele a achasse mais bonitas do que ela. Já o Kim não teve esse tipo de preocupação.
Após inúmeros telefonemas e a troca de fotografia, eles resolvem se encontrar. Fica combinado de que a moça iria para a cidade de Kim. Sendo evangélica, ela não ficaria na casa do rapaz. Ele reservou um quarto num hotel para ela dormir. Tal quarto não foi usado. Eles passaram a noite juntos em outro ambiente, mas nada de sexo. Aliás, o livro nem faz menção a essa palavra. Entendi que o casal realmente se preocupou em conhecer num clima de castidade.
A história de amor evolui. Kim conhece a família de Krickit. Ele é bem aceito. Finalmente ocorre o casamento. Eu amei a cena do casamento. Não vou contar detalhes. Confesso que nunca vi um casamento tão criativo.
Infelizmente, com pouco tempo de casamento, o casal sofre um acidente. Fica claro que tudo foi rápido. Entretanto, a descrição de Kim sobre o fato é bem detalhista. Ele me fez ver tudo em câmera lenta. Sinceramente, eu não conseguiria descrever um acidente como ele fez. Eu diria apenas: "Veio um caminhão, bateu em nosso carro e ficamos gravemente feridos." 
O livro deixa bem claro que Krickit sofreu maiores danos do que Kim. Ela ficou inconsciente por bastante tempo. Enquanto isso, ele não parou um momento de se preocupar com ela. A tal ponto de negligenciar cuidados com sua própria saúde. Entendo que ele agiu dessa forma por amor. Mas achei meio irresponsável a sua atitude. Ela estava cercada de médicos. O que seria dessa mulher se o seu marido morresse? Os danos nele foram menores, porém pela falta de cuidados, poderia ter morrido. Creio que Kim teve muita sorte.
Ao sair do estado de coma, Krickit teve uma perda de memória parcial. Ela lembrava de sua vida até um certo ponto. Como falei antes, ela não tinha lembrança alguma de seu marido.
É a partir desse acontecimento que a história começa a tomar um rumo mais interessante. Kim faz de tudo para recuperar a saúde de sua esposa. Ela precisaria recuperar a memória como também os movimentos corporais que ficaram prejudicados 
O relacionamento do casal ficou bem difícil nesse momento. Acabamos descobrindo que Krickit não teve somente a perda da memória, mas seu comportamento teve pequenas alterações. Embora a fé de Krickit não teve abalo algum, a moça passou a ter certas atitudes infantis meio irritantes. Kim necessitou ter muita paciência com ela.
Apesar de termos um Kim chata, irritante e com uma porção de defeitos, eu senti que não dava para ter raiva dela. Afinal, ela não tinha culpa de nada. Eu me lembro que ao ver o filme, eu pensava que a situação toda era mais difícil para o marido. Mas pelo livro, percebi que era o contrário. 
Entendo que Kim sofreu. Porém, era muito mais fácil para ele se relacionar com sua esposa porque ele tinha a memória do amor por ela. Agora, imagine uma mulher ter que conviver com um homem que não nutria nenhum sentimento. Krickit estava honrando o seu casamento sem memória afetiva alguma.
O pior de tudo era que todos tinham expectativa de que ela voltasse a ser a antiga Krickit. Existia uma certa cobrança de que ela recuperasse a memória. Ninguém se deu conta como era difícil para ela.
Diante de certos sofrimentos, Kim tratava sua esposa como uma filha ou uma dependente dele. Ele não parou em nenhum momento para pensar em tratá-la como esposa. A história se desenvolve e alguns fatos fazem com que Kim se consulte com um psicólogo. Foi a melhor coisa que aconteceu no processo da história.
O psicólogo convenceu Kim a não ficar mais esperando a recuperação da memória de Krickit, mas que ele a conquistasse como se fosse a primeira vez.
Acredito que agora seja o momento de parar de falar sobre o livro e dizer para que vocês leiam. Na minha opinião, o livro merece cinco estrelas. Também sugiro o livro para casais em crise. Sei que o drama da perda de memória não é algo que acontece a toda hora, mas o processo de reconquista de um amor é fascinante. Para comprá-lo, clique aqui.
Espero que tenham gostado e não deixem de dar sua opinião nos comentários.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é importante para mim.
Deixe sua opinião, pois vou amar saber o que você pensa!