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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Entrevista com Clayton De La Vie

Meu Primeiro Parceiro Literário
Ele foi o meu primeiro parceiro literário aqui do blog. Não sei se vocês sabem, mas do primeiro parceiro literário, a gente nunca se esquece. Tenho uma gratidão eterna ao jovem escritor Clayton De La Vie. Em minha vida, ele foi uma espécie de amuleto da sorte que me trouxe bastante coisas positivas. Em breve, ele vai estar lançando a versão física de seu livro "Seres do Além" que já se encontra em formato de e-book, basta clicar aqui para conhecê-lo e poder adquiri-lo.
Sobre seus livros, eu afirmo: "Dentro de um sistema de classificação que só oferece como possibilidade máxima o número de cinco estrelas, eu resolvo desobedecer e dar um céu estrelado para Clayton De La Vie."
Para que vocês possam conhecer um pouquinho dele, realizei uma entrevista que tenho certeza de que vocês irão gostar muito.

ENTREVISTA
- Filósofo dos Livros: Como surgiu sua paixão pela leitura e o desejo de escrever um livro? 
- Clayton: Minha paixão pela leitura se iniciou aos sete anos quando, em uma feira na minha escola, tive contato com o primeiro GIBI do Cebolinha. Ainda lembro de todas as histórias que eram mostradas na revista, embora eu estivesse aprendendo a ler. A partir desse contato, visitei a biblioteca com mais frequência e tive acesso a uma infinidade de autores. Inicialmente, me apaixonei pela Ruth Rocha, contudo meu gosto literário foi tomando outros rumos no decorrer da minha vida. Não tive um "desejo" por escrever, para ser sincero. Pequenas histórias começaram a surgir na minha mente, e eu as coloquei - literalmente - no papel. Não havia necessidade em escrever ou que as pessoas lessem algum dia, só não podia deixar as histórias se perderem. 

- Filósofo dos Livros: Quais são suas fontes de inspiração? Seus personagens são inspirados em pessoas reais? 
- Clayton: Não acredito que tenha uma fonte de inspiração somente. Creio que tudo o que escrevo é influenciado por algo, um acontecimento, uma ideia, uma obra que tive contato e afins. Para escrever um bom livro, julgo necessário algumas horas de pesquisa, portanto as pesquisas acabam influenciando, também, no conteúdo que é apresentado ao leitor. Para a criação dos personagens costumo me espelhar em mim mesmo e, embora pareça egocentrismo, de fato não o é. Lidar comigo mesmo é mais prazeroso, consequentemente é natural que eu me sinta mais à vontade em expor situações cujo foco é algo/alguém que faz alusão ao que eu vivo ou sinto. 

- Filósofo dos Livros: O que atrapalha o processo de criação de um autor? 
- Clayton: Sinceramente, não sei qual seria a resposta adequada à esta pergunta. Há uma infinidade de pormenores que, de uma forma ou de outra, podem intervir de maneira negativa no processo de criação de qualquer profissional. Seja um mal-estar, uma discussão com o filho problemático que foi internado novamente no reformatório, ou até aquela secretária que insiste em te chantagear porque você, acidentalmente, cometeu o erro de trair sua esposa. Particularmente, meu processo criativo ainda não foi abalado, mas quem sabe o que está por vir? 

- Filósofo dos Livros: Você tem algum ritual para começar a escrever? Costuma se isolar das pessoas para escrever? 
- Clayton: Costumo escrever durante a madrugada, enquanto assisto ao jornal, mas nada de radical. Escrevo ao mesmo tempo em que ouço música, também. O barulho de pessoas ao meu redor nunca me incomodou. 

- Filósofo dos Livros: Inspiração é algo que acontece naturalmente ou o escritor tem o poder de criá-la? 
- Clayton: Não estabeleço meta para o que vou escrever justamente por um motivo: sempre fracasso. Quando resolvo escrever um livro, não raramente o faço de uma só vez, porque a inspiração vem forte e, caso eu tire uma pausa, posso ficar desanimado. Para mim, a inspiração acontece de forma natural, mas não existe uma regra. Muitos forçam sua criatividade; se eu fizer isso, naturalmente não gostarei do resultado. 

- Filósofo dos Livros: Você tem algum escritor que te sirva como modelo? 
- Clayton: Poderia enumerar diversos autores, mas me absterei desse privilégio. Cito apenas o mestre Tolkien, Conan Doyle, François Voltaire e Bram Stoker. 

- Filósofo dos Livros: Você conhece escritores atuais que possuem obras maravilhosas, mas que não são reconhecidos por falta de divulgação? 
- Clayton: Sim, inúmeros. Aprecio bastante o trabalho que o Pablo Torrens vem trilhando, também admiro o talento que a Marcia de Assis, o Fábio Bahia, a Carolina Utinguassú Flores, a Priscila Torres e muitos outros possuem. 

- Filósofo dos Livros: No Brasil, é possível que um escritor viva a partir dos seus livros ou ele é forçado a ter outra fonte de renda paralela? 
- Clayton: É um tanto utópico acreditar que, no Brasil, é possível viver de livros. Até grandes escritores oriundos de nossa terra tiveram que sair do país para que, aqui, suas obras ganhassem renome. Outra fonte de renda, sem dúvida, é essencial para que possamos viver. 

- Filósofo dos Livros: Que conselhos você daria para um futuro escritor que você não teve ao começar a escrever? Que avisos você gostaria de ter recebido, mas não ocorreram? 
- Clayton: Quando resolvi escrever, em 2005, minha família não fazia ideia de que eu escrevia. Quando publiquei meu primeiro livro, em 2014, apenas uma irmã tirou um tempo para ler, jamais tive qualquer conselho ou incentivo por parte dos meus familiares e acredito que isso só me ajudou. O único conselho que posso passar é: se você deseja algo, corra atrás. Não se importe para o que os outros dirão. Só você é dono do seu destino, só você sabe aonde deseja chegar. 

- Filósofo dos Livros: Fale-me um pouco sobre seus livros. 
- Clayton: Esta é uma pergunta que ocuparia mais de quinze páginas desta entrevista, no entanto, novamente, me recuso a encher o leitor com relatos enfadonhos. Todos os meus livros possuem, alguns mais sutilmente que outros, uma reflexão breve sobre algo: a vida, um ideal ou um julgamento desnecessário sobre o outrem. 

- Filósofo dos Livros: Por fim, deixe uma mensagem para todos leitores que apreciam seu trabalho. 
- Clayton: Não sou a pessoa adequada para deixar mensagens de superação, infelizmente, mas espero que vocês, caros leitores, não deixem de ler. Simplesmente leiam, não importa o quê, não importa onde estão, só leiam. 

- Filósofo dos Livros: Muito obrigado pela entrevista. 
- Clayton: Eu que agradeço ^^

Como vocês podem ver, o Clayton é uma pessoa maravilhosa. Ele tem diversos livros que merecem ser lidos. Conheça um pouquinho mais sobre essas obras maravilhosas, clicando aqui. Vocês também podem entrar em contato direto com ele, clicando aqui.
Espero que vocês tenham gostado dessa entrevista. Deixe nos comentários sua opinião. E se você já leu algo do Clayton, conte para mim. Muito Obrigado!!!

10 comentários:

  1. Vi as obras no Skoob.

    Nossa, o Clayton é realmente espetacular.

    Parabéns e sucesso!

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  2. Muito bom quero conhecer suas obras.
    Parabéns

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    1. Entre em contato com ele. Vale a pena!

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    2. Luciana, meus livros estão disponíveis em formato digital no Amazon <3 Espero que goste

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  3. Amei a entrevista, espero que venha muitas outras entrevistas e parcerias pra você. Beijo de uma pessoa que te admira muito.

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    1. Fico feliz que tenha gostado da entrevista, querida ^^

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  4. Eu li "A Mordida do Vampiro" e Minicontos Macabros". Vale muito a pena, é só prestar atenção a sua qualidade literária, ao seu domínio do português, que hoje é tão deixado de lado. Ele tem um estilo próprio. Quero ler todas as suas obras e apoiá-lo.

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    1. Desejo compartilhar todas as minhas obras contigo, afinal você é uma pessoa muito sensível quanto à literatura <3

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