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sábado, 21 de novembro de 2015

Resenha: Doce Vampira, de Ju Lund - AVEC Editora

Um livro Apaixonante
Histórias sobre vampiros são antigas. Existem desde a pré-história. Muitas pessoas desconhecem esse fato. Mas o livro que gerou a base moderna de ficção sobre o tema é o "Drácula" de Bram Stoker.
Cresci lendo livros e assistindo programas que falavam a respeito de vampiros. As figuras vampirescas eram diferentes das que vemos hoje. Os vampiros antigos dormiam em caixões durante o dia. Não podiam receber a luz do sol sob risco de morte. Fugiam de cruzes, água benta e alho. Transformavam-se em morcegos. Não dilaceravam suas vítimas, apenas mordiam os seus pescoços para transformá-las em outros vampiros. Suas imagens não se refletiam no espelho.
No ano de 2005, a escritora Stephenie Meyer lançou a "Saga Crepúsculo" trazendo algumas inovações a respeito do universo vampiresco. Os vampiros criados pela autora podem andar durante o dia sob a luz do sol, porém com certos cuidados para não serem vistos, afinal eles brilham. Eles podem morder suas vítimas para se alimentarem, dilacerando seus corpos sem transformá-los em outros vampiros. Mas também podem criar vampiros novos a partir de mordidas. Os vampiros de Stephenie Meyer nunca dormem, então não há necessidade de caixões. Eles não se transformam em morcegos, porém tem poderes especiais como grande velocidade e força.
A partir dessa versão criada pela Stephenie, os vampiros viraram moda e tudo que as pessoas passaram a escrever sobre eles é comparado com sua saga. Ficou realmente difícil falar de vampiros de uma forma totalmente original.
Acabei de ler "Doce Vampira" que foi escrito pela brasileira Ju Lund e publicado pela AVEC Editora. Recebi esse livro no formato físico e digital. Considero ter acesso a essa obra como um grande presente. O livro é o número 1 de uma trilogia.
Como eu disse antes, é difícil falar de vampiros de uma maneira original. Comparações são inevitáveis. Observei que na obra da Ju Lund existem algumas semelhanças com os livros "Crepúsculo", "Lua Nova" e "Eclipse". Nesse primeiro volume, não vi nada que evocasse o quarto livro da saga que é o "Amanhecer". Percebi também alguma semelhança com o livro "Laranja Mecânica". No entanto, as semelhanças são leves e não ofuscaram a criatividade da Ju Lund
A escritora pegou alguns elementos semelhantes a "Saga Crepúsculo":
- Como um romance de um ser humano e um ser vampiresco;
- As dúvidas entre se manter como ser humano ou virar vampiro;
-O desaparecimento da entidade vampiresca, etc. 
Entretanto, a partir dessas ideias, ela trouxe inovações que me encantaram.
Esse foi o primeiro livro que encontrei vampiros homossexuais. Se existe algum escrito anteriormente sobre esse tema, peço perdão ao leitor por desconhecer. Para mim, esse é o primeiro.
Para ser mais específico, o livro de Ju Lund é um romance entre uma vampira e uma humana. Diferente da "Saga Crepúsculo" onde a humana deseja se tornar uma vampira para viver seu grande amor. Aqui é a vampira que deseja transformar a humana que tem certas dúvidas se deve ou não mudar sua natureza.
A escrita de Ju Lund ao mostrar a relação dessas duas criaturas humanas é bem doce. Acreditava que haveria cenas de sexo picante entre elas, mas isso não ocorreu. Nesse sentido, a capa do livro é perfeita, pois transmite essa docilidade e não evoca nenhum apelo sexual. Não sei ainda se nos próximos volumes haverá cenas de sexo. Mas nesse não apareceu nada disso. O livro soube explorar o amor das duas de uma forma agradável. Elas conversam bastante a respeito de seus sentimentos. Eu adorei esse detalhe.
Na sociedade onde elas vivem, os seres humanos sabem da existência dos vampiros de forma aberta. Parece que os vampiros são aceitos, porém percebemos que existem grandes preconceitos em relação a eles.
As protagonistas que são Duda (humana) e Esther (vampira) sofrem preconceitos por serem lésbicas e pela diferença de natureza entre elas. Creio que o tema central do livro são os preconceitos que sofremos e como lutar para superá-los.
Duda e Esther se conhecem na escola. Ali, elas se apaixonam. Infelizmente, por um determinado motivo, Esther é expulsa da escola. Há um breve período de separação entre as duas, mas que depois é superado graças a ajuda de uma professora. Depois disso, ocorrem alguns fatos que atrapalham a união entre elas. Pretendo não falar sobre tais acontecimentos para não dar o famoso spoiler.
A história flui trazendo alguns mistérios que instigam a curiosidade do leitor. A família das duas são misteriosas. Ambas parecem ser contra o romance entre elas, mas cada uma com motivos diferentes.
Percebe-se nitidamente que a escritora brinca um pouco com seu leitor criando cenas que parecem ser uma coisa, mas que na realidade é outra coisa. Eu amo esse tipo de brincadeira.
É verdade que ela pegou alguns elementos parecidos com os vampiros da "Saga Crepúsculo", mas ela também criou alguns elementos novos para esse universo vampiresco que trouxe uma certa poesia para sua narrativa. Estou me segurando para não contar para vocês (risos).
Bem, não vou ficar enrolando. Pretendo fazer uma observação a respeito do final. Geralmente, gostamos de finais bem amarrados sem nenhuma ponta solta. A escritora optou em fazer algo diferente. Até as pontas amarradas foram soltas e ela deixou alguns fatos pendentes para serem resolvidos na continuação. Posso dizer que ela deu uma bagunçada no final, porém isso não é de forma alguma um ponto negativo. A minha pretensão era ler esse livro e intercalar com outro, antes de ler a continuação do mesmo. Mas depois desse final, a minha curiosidade ficou em alta e eu pretendo começar a ler "Alma Vampira" imediatamente. Não tem como esperar. Pena que ainda não tenho a versão física dessa continuação, apenas a digital. Comentário a parte, posso dizer que a versão física de "Doce Vampira" está impecável. A AVEC Editora caprichou no livro. Simplesmente lindo em todos os sentidos.
A respeito da classificação que costumo fazer no Skoob, não realizei ainda. Eu acredito que livros que formam trilogias ou séries não devam ser avaliados de maneira isolada, mas o conjunto inteiro. Porém, creio que, pelo ritmo da carruagem, minha avaliação final será de cinco estrelas. Já recomendo que vocês adquiram a obra. Vou deixar o link para vocês adquirirem o primeiro volume e o segundo tanto na versão física como na digital. Tenho certeza de que ao terminar a leitura do primeiro volume, vocês não terão paciência para esperar pelo segundo por muito tempo. Pena que o terceiro não saiu ainda.
- Alma Vampira (Versão Física);
Ah! Já ia me esquecendo de dizer algo bem legal. No final do primeiro volume, existe uma galeria de fotos onde duas modelos representaram a Duda e a Esther. As fotos ficaram maravilhosas!
Se você já leu ou pretende ler esses livros, fale para mim nos comentários. Eu sempre adoro conhecer a opinião de meus leitores.
Abraços!

6 comentários:

  1. Bela resenha meu amigo, parece ser um bom livro para se ler. A história é interessante amor lésbico entre vampiros, é a primeira vez que eu vejo. Abraço.

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    1. Achei uma inovação, Luciano!
      Sempre vejo vampiros heteros!!!

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  2. Uau, que resenha , hein?
    Estou me imaginando lá, dentro da história da Ju. Gostei por demais, parabéns por retratar tão bem a sua visão sobre a obra.

    Gosto de histórias sobre vampiros e me recordo de quando eu era criança e passava o dia vendo filmes na TV. Lembro de algumas versões de Drácula e também de ''The Lost Boys'' (Os Garotos Perdidos). Não estou comparando as histórias, mas é apenas uma pessoalidade, quando escuto algo sobre o tema vampiro, minha primeira recordação é esta.

    Desejo sucesso a autora. Ah, e gostei das inovações que ela introduziu na obra. Muito bom!

    Abraço.

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    1. Preciso assistir Garotos perdidos. Não tinha ouvido falar deles.Obrigado pelo comentário e pela dica!!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Tenho a saga" Crepúsculo" e gostei.
    Acho que o livro é bem interessante. Sua resenha como sempre no ponto deixando a gente curiosa e louca pra ler o livro.
    Parabéns.

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