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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Com Roberta Farig, aprenda que só o Amor pode curar a Dor

Ontem vocês se deliciaram com o prólogo e o primeiro capitulo do livro Descobrindo todas as formas de amor, livro 1 da trilogia Apenas Amor.

Hoje vamos conhecer prólogo e primeiro capítulo do livro 2, Só o amor pode curar a dor.


PRÓLOGO

Nada é realmente perfeito. A vida nos reserva surpresas e nem sempre sabemos como lidar com as diferentes situações que nos acontece. A vida é um tudo ou nada e, ao mesmo tempo, ela é apenas consequência das escolhas que fazemos.

Anabella vai entender que o pensamento tem um poder inimaginável, e que sua fé poderá resgatá-la de um lado escuro e distante. Tudo será muito intenso em decorrência dos acontecimentos passados, recentes ou não, que a deixaram completamente vulnerável a tudo.

Sendo ela uma mulher dotada de um poder de amar imensurável, será essa, mais uma vez, a sua salvação, o amor. Claro que contará com a ajuda e a força de pessoas especiais que fazem parte de sua existência e que serão imprescindíveis nessa nova fase em que Anabella vivencia o amor para curar a dor!



PRIMEIRO CAPÍTULO

Tudo era muito difícil, lidar com a perda deveria ser algo que eu conhecesse, mas meus pais nunca me permitiram isso. Só que, agora, eles não estavam mais ali, e tudo isso tomou uma proporção jamais imaginada por mim.

Eu tentava lidar com a situação de acordar todos os dias e não ter minha mãe preparando meu café da manhã e nem meu pai sentado em sua poltrona, lendo o seu jornal matinal. Estava tentando, mas o tempo não me ajudava. Tinha pessoas em minha volta, que me faziam sorrir e acreditar que a vida continuava. Contudo, mesmo assim, a dor me fazia enxergar que, na realidade, a saudade era o sentimento mais forte dentro de mim. A única coisa boa era que, com o tempo, as pessoas especiais me faziam entender que saudade não era sentir dor, e que a dor não faria bem nem a mim, tampouco a eles.

Só que ficar em casa também não me deixava nada bem. Havia se passado dez dias, e eu continuava ali, presa às lembranças, com medo que desaparecessem. Porém, ao que me parecia, elas apenas se intensificavam, e só me restava viver. Fui ao lugar que me trazia um pouco de paz, a praia.
No caminho, aproveitei para chorar. Nossa... Fazia muito isso ultimamente, e sem medo ou vergonha, era natural. Coloquei uma música de fundo no som do carro, e me permiti vagar nas minhas lembranças mais felizes. Minha vida era uma bênção, eu era realmente uma mulher de sorte. Tive os melhores pais que alguém poderia ter desejado. Lógico que gostaria de ter mais tempo com eles, mais oportunidades de expressar minha gratidão e amor por tudo. Entretanto, certamente, foram momentos vividos em intensa felicidade.
Percebi que começava a analisar minha existência nesse último ano, em como a vida preparou tudo para o que estava para acontecer. Lembrava-me dos conselhos da mamãe, das vezes em que o papai teve que aceitar que eu tinha crescido e no quanto isso lhe foi doloroso. Afinal, eu também gostaria de ser a eterna bonequinha do papai.












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