Sejam bem-vindos(as) e sintam-se convidados(as) a participar do blog Filósofo dos Livros com sugestões, comentários, críticas, dúvidas, compartilhamentos ou só com um “oizinho” de vez em quando!

terça-feira, 12 de abril de 2016

O Fantasma

Não sei bem exatamente a sua forma. Vejo uma sombra em meus sonhos que me ameaça constantemente. Seus olhos vermelhos parecem ameaçadores. Minha testa pinga suor de sangue. Tento gritar, mas somente um som abafado ressoa. Minha mandíbula trava. Falta ar em meus pulmões.
Ouço sons de batidas de carros vindos da rua. Sem esperar, sinto uma energia saindo de meu corpo. Algo etéreo sobrevoa minha carne. Contemplo a morte corporal.  A alma passeia pelas proximidades de casa e atravessa paredes sem qualquer dificuldade. Vizinhos dormem. Outros embriagam-se com sexo. Excito-me com cenas de volúpia, porém não tenho corpo para satisfazer meus desejos.
Uma força sombria leva-me a olhar para direita. Mais uma vez, noto a sombra com seus olhos vermelhos ameaçadores. A proximidade entre nós diminui e  a sombra abre sua boca. Sou engolido por ela. Grito de pavor. Acordo encharcado de suor. Meu lençol foi lavado por um mar de sal. Choro sem entender o motivo. O cansaço toma conta de mim e caio no sono novamente. Novos pesadelos povoam meu cérebro dormente  e não há nada que possa fazer para evitá-los.

4 comentários:

  1. Que fantasma é esse! Me apresente-o. Eu costumo dizer que os fantasmas sem nome sempre me atormentaram, porém eu nunca os vi! Forte abraço meu amigo.

    ResponderExcluir
  2. Texto medonho Nando dá pavor!!!!
    Parabéns!!!

    ResponderExcluir
  3. Que medo!!! Que monstro é esse? Pode acordar.É só um pesadelo.

    ResponderExcluir

Seu comentário é importante para mim.
Deixe sua opinião, pois vou amar saber o que você pensa!