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terça-feira, 10 de maio de 2016

Parceria com o Autor Neto Arantes e Entrevista


Olá, Dragões Guerreiros!!!
Recentemente, o escritor Neto Arantes, mais conhecido como L. N. Arantes, procurou-me para saber se eu tinha interesse em resenhar sua obra "O Arauto", primeiro volume da Trilogia "Os Dois Mundos". Fiquei emocionado com o convite e aceitei. Aproveite para pedir uma entrevista que ele concedeu-me gentilmente.
Estou muito feliz com o contato do Neto e com a nova parceria estabelecida. Eu já sou parceiro da Editora PenDragon e agora realizei uma parceria direta com o seu dono. É isso mesmo! Neto é um dos donos da PenDragon, juntamente com o autor Josué Matos, e faz parte do time de autores da mesma. Tenho orgulho de ser parceiro da Editora e agora, do Neto que é um autor de grande talento. Mas vamos ao que nos interessa. Confiram a entrevista e depois, não se esqueçam de dizer o que acharam em nossos comentários.

ENTREVISTA
- Filósofo dos Livros: Olá, Neto! Agradeço a você por conceder essa entrevista ao Blog Filósofo dos Livros. Gosto de começar sempre pelo início literário do autor. Como você criou o gosto pela leitura e o que levou a se tornar um escritor?
- Neto Arantes: Olá, Filósofo Fernando, em primeiro, eu que agradeço o espaço para a entrevista. Ganhei gosto pela leitura através de meu pai, que era e é um leitor ávido, colecionador de livros e HQs. Comecei a segui-lo e montei minha própria coleção, primeiro com a Turma da Mônica, Pernalonga, Pica-Pau, etc. Depois parti para os super-heróis, principalmente Superman, Batman e Homem Aranha. Minhas primeiras inspirações vieram das HQs, tentei criar alguns heróis, fazer histórias para eles, desenhos, mas logo vi que tudo que pensava já tinha algo semelhante. Então parti para os livros, e já fui direto no Isaac Asimov, Aldous Huxley e George Orwell. Eles me inspiraram a escrever ficção científica, mas aos 15, 16 anos, percebi que não era capaz disso ainda, precisava de mais bagagem. Me frustrei, mas não abdiquei. Um dia, por acaso, assisti ao filme Excalibur, que meu irmão tinha locado com os amigos para jogar RPG. A partir daí me apaixonei por pela lenda de Arthur, por fantasia, li muito sobre Arthur e vi nesse gênero algo poderoso, algo que poderia enfrentar com a imaginação. Mas tudo mudou quando conheci O Senhor dos Anéis, pouco antes dos filmes estrearem. 

- Filósofo dos Livros: Sobre o seu nome de autor, você usa L. N. ARANTES, é alguma influência? 
- Neto Arantes: Na verdade foi mais para facilitar, meu nome é complicado, e acabei por decidir isso no último momento. Tanto é que na primeira edição estava como Licínio Arantes Neto. 

"Minha Mulher também me incentiva
e não me deixa desanimar"
- Filósofo dos Livros: Você teve apoio familiar em relação a sua carreira de escritor? 
- Neto Arantes: Sempre tive, em especial de meu pai, penso que justamente por ele amar a literatura e ser um nerd das antigas. Minha mulher também me incentiva e não me deixa desanimar. 

- Filósofo dos Livros: Quais são suas fontes de inspiração? Seus personagens são baseados em pessoas reais? 
- Neto Arantes: Minhas fontes de inspiração, como disse, foram as HQs citadas, a ficção científica (Isaac Asimov, Aldous Huxley, George Orwell), a fantasia (Tolkien, Martin, Edgar Rice Burroughs e todo Ciclo Arturiano) o cinema e os games. Meus personagens não são baseados em pessoas reais, mas em minha experiência com pessoas reais e também irreais. Tudo uma bela mistura. 

- Filósofo dos Livros: Ao escrever um livro como é o seu processo de criação? Você tem algum ritual? Costuma se isolar das pessoas? Existe algo que lhe atrapalhe? 
- Neto Arantes: Não tenho nenhum ritual. Uma ideia geral surge, um tema, escrevo algo rápido sobre ele, depois faço um arquivo com os nomes dos personagens, as épocas, o mundo, o mapa desse mundo e volto a escrever. Aos poucos a história cresce naturalmente, e assim vou adicionando elementos para que a ideia se complete, e nesse arquivo vou armazenando tudo que surge de novo. Assim o uso como um guia. 

- Filósofo dos Livros: Inspiração é algo que acontece naturalmente ou o autor tem o poder de criá-la? - Neto Arantes: Inspiração é algo bem real. Penso que está ligado ao nosso estado de espírito. Com inspiração a coisa fluí mais fácil, mais rápido, mas um escritor não pode escrever apenas nesses momentos, senão o livro não termina. Mesmo sem inspiração busco escrever todos os dias, nem que seja pouco, porque sei que quando menos se espera a inspiração vem. 

- Filósofo dos Livros: No Brasil, é possível que um escritor viva a partir de seu trabalho ou ele sempre terá que exercer uma atividade paralela para seu sustento? 
- Neto Arantes: Essa é uma boa questão. Creio que viver da literatura no Brasil seja para poucos. O livro deve cair como uma luva no conceito do leitor. É o leitor quem decide o que comprar e ler. Mas penso nisso como uma jornada inesperada, estou fazendo o que amo fazer sem pensar no futuro. Precisamos de sorte também, mas nada acontece sem amor e desapego ao futuro. 

"O mercado literário é feroz"
- Filósofo dos Livros: Qual é o seu conhecimento a respeito do atual mercado literário? 
- Neto Arantes: O mercado literário é feroz. Há muitas obras, muitas editoras e muitos sonhos. Mas temos de ser realistas. Nós, brasileiros, lemos muito, ao contrário do que se diz, mas os leitores estão quase sempre em busca de um plus que acompanhe o título, ou seja, um Best-Seller, um dos mais vendidos, etc. E quem manipula isso infelizmente são as grandes editoras, que investem tudo em obras internacionais e excluem os autores brasileiros do mercado. Mas acredito que isso esteja mudando, embora lentamente. Há boas editoras menores que prestam um bom serviço e muitas plataformas para o autor se expor e se destacar. O caminho é árduo. 

- Filósofo dos Livros: Sua obra se enquadra no gênero fantasia. O que um livro de fantasia deve ter como elementos para ser considerado bom? 
- Neto Arantes: Veracidade, verossimilhança. Toda boa fantasia ou ficção precisa se basear no que vivenciamos, no que experimentamos para ser transportada para o mundo fantástico. Por mais absurdo que o mundo seja, se ele mantiver um elemento de realismo, de plausibilidade, mesmo que dentro dele, ele pode ser respeitado. Se a obra possuir isso, se o autor tiver isso em mente, se souber escrever na medida, a história automaticamente será boa. 

"O considero um reflexo de nossa
realidade numa outra realidade..."
- Filósofo dos Livros: Fale-me um pouco sobre sua obra? Ela é apenas um livro de entretenimento ou tem a função de passar alguma mensagem? 
- Neto Arantes: Não o coloco como um livro de entretenimento apenas. O considero um reflexo de nossa realidade numa outra realidade, uma muito parecida, no caso, uma realidade medieval. Há temas interessantes e pontos de vistas que de algum modo creio que acabe passando alguma mensagem, por exemplo sobre: tolerância, racismo, ambição, religião, poder, etc. Sempre busco escrever de modo reflexivo, pensativo, e são os pontos de vistas os responsáveis por transmitir a mensagem. A mensagem vem de forma positiva e negativa, mas serve apenas como visão, não pregação, existe o que refletir. 

- Filósofo dos Livros: Além da trilogia “Os dois Mundos”, você tem planos para outros livros? 
- Neto Arantes: Sim. Estou terminando uma nova obra, também de fantasia, que em breve buscarei publicar e divulgar. O segundo e o terceiro volumes de “Os dois Mundos” estão em fase final, para mim a mais complexa, a revisão. Fora isso, mais para o futuro, pretendo voltar a escrever as duas ficções científicas que comecei. 

- Filósofo dos Livros: Que conselhos você daria para os futuros escritores? 
- Neto Arantes: A dica que dou é escrever por amor, sem pensar em recompensas ou fama, isso virá se o amor pelo que faz estiver presente na obra. Não desistir por se frustrar, isso é o que mais acontece. Na escrita, seja prático e organizado, o velho começo, meio e fim devem ser sempre respeitados, e podem ter qualquer nome, isso facilita a revisão e acelera a escrita. 

- Filósofo dos Livros: No Brasil, qual é o seu escritor predileto? 
- Neto Arantes: Venho lendo muito autores nacionais, e realmente existem ótimos escritores. Mas dos gêneros que gosto, acho que o Eduardo Spohr é o que mais aprecio. 

- Filósofo dos Livros: Há um grande preconceito em relação aos autores nacionais. O que se pode fazer para acabar com isso? 
- Neto Arantes: Essa é uma realidade parcial. Há sim uma resistência em relação a autores nacionais, mas isso se dá por diversos motivos, não apenas preconceito. O meio editorial tornou-se muito vasto, há muitas editoras pequenas que atuam como mera gráficas e isso os leitores já perceberam, creio que daí venha a maior resistência, na verdade não é preconceito e sim falta de confiança. Também temos que levar em conta os preços dos livros e a publicidade, as grandes editoras conseguem em altas tiragens minorar o valor da unidade, e fazem forte campanha de marketing. Apenas os leitores podem fazer isso acabar, e só o farão quando confiar na editora que publica o autor nacional. 

Somos Dragões Guerreiros
- Filósofo dos Livros: Como é o seu cotidiano? Você lê bastante? Pratica esporte? Exerce alguma atividade religiosa? Conte para nós. 
- Neto Arantes: Meu cotidiano é o tradicional. Sou formado em Direito mas trabalho em minha empresa de engenharia e na editora PenDragon. Leio e escrevo muito, todos os dias. Já pratiquei muito esporte, principalmente futebol, hoje estou bem parado nesse quesito. Sobre religião, creio que todos devam ser livres para acreditar no que quiser, mas fazer o bem e ser tolerante é a maior das virtudes. 

 - Filósofo dos Livros: Quem é Neto Arantes? Como você se define? 
- Neto Arantes: É difícil falar de mim mesmo. Mas sou uma pessoa comum, pacata e sincera. Muitas vezes um sonhador. 

- Filósofo dos Livros: Para finalizar, deixe uma mensagem para nossos leitores. 
- Neto Arantes: A mensagem que posso deixar para os leitores é agradecê-los, continuar na luta, seguir sonhos e tentar abrir as portas que surgem, o que é difícil, ainda mais num país como o nosso. Mas nada é impossível. 

- Filósofo dos Livros: Foi um prazer enorme, tê-lo entrevistado. Muito obrigado! 
- Neto Arantes: O prazer foi todo meu, Filósofo! Grande abraço!

Neto Arantes forneceu respostas bem interessantes. O que vocês acharam? Comentem e deixem a opinião de vocês. 
Para adquirir a obra do Neto, clique aqui.
Vejam também:

Beijo nos corações paladinos e até breve.

16 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Show de entrevista Fernando, o Neto é muito querido e talentoso, muito sucesso.

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  3. Entrevista maravilhosa Nando, parabéns pela parceria.

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    1. Obrigado, Vitória!!!
      Fico imensamente feliz com sua presença!!!

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  4. Entrevista maravilhosa Nando, parabéns pela parceria.

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  5. Parabéns Nando entrevista super legal!!!

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    1. Obrigado, Luciana! Fique ligada!!! Em breve, mais novidades!!!

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  6. Obrigado, filósofo Fernando!!
    Gostei muito da entrevista!!

    Neto Arantes

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  7. Adorei a entrevista, parabêns pela parceria!

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