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sábado, 18 de junho de 2016

Como Descrever Os Cenários, por Brendo Hoshington

Olá, Galera Literária!!!
Vocês se lembram que dia é hoje? Estamos no sábado, dia da Coluna do Brendo!!! Como sempre, o garoto vem arrasando com seus artigos incríveis. O assunto de hoje refere-se a descrições de cenários, artigo de primeira categoria. Confiram e deixem a opinião de vocês nos comentários!!!

“A leitura é a alma de uma boa escrita.” 
Edmar Gonçalves Teodozio

Descrever algo nada mais é do que transmitir sua essência. Para um escritor, descrever os cenários de sua história nem sempre é uma tarefa fácil. Encontrar as palavras certas para transmitir tal essência pode ser difícil e cansativo. Porém, com um pouco de esforço e dedicação é possível chegar lá.

1. Seja Detalhista 
Faça descrições o suficiente para criar o ambiente. Sem exagero para não entediar o leitor. Mas buscando ser o mais claro possível. 
Não narre tudo de uma só vez, mas procure descrever o cenário ao decorrer da cena, lançando detalhes ao longo que o personagem vai interagindo com o ambiente. 
Use dois ou três sentidos, como visão, tato e olfato. Para que o cenário pareça ainda mais realista. E tenha cuidado com as controvérsias. 

2. As pessoas 
Um cenário não é composto apenas por paredes, móveis e objetos, mas também por pessoas. Descreva que tipo de gente frequenta seus cenários, e qual a relação dos personagens com o local. Exemplo: A maneira como os livros são dispostos numa prateleira pode dizer muito sobre seu dono. A música tocando no apartamento de cima sobre seus vizinhos. O mau cheiro em uma casa, a mesma coisa, e daí por diante. 

3. O Tom 
O humor do seu livro deverá interferir diretamente na descrição dos cenários. Sendo assim, defina o quanto antes qual será o tom da sua narração. Sério ou frívolo, divertido ou triste, leve ou pesado. Para que daí em diante você defina qual será a linguagem usada para descrever os ambientes, se será leve e animada, ou mais pesada e sombria. 
E é claro que o tom pode sofrer mudanças ao longo da história, começando leve e partindo para o pesado ou visse versa. Porém, caso não seja necessário tal mudança mantenha o tom escolhido inicialmente, zelando para que as descrições de todos os cenários coincidam com ele. 

4. Aos Olhos do Personagem 
Não se esqueça de que quem está no cenário é o personagem. Por tanto, é aos olhos dele que você deve descrever o ambiente. Por exemplo, se colocarmos um professor de artes em um enorme castelo, ele atentará mais para os quadros e as esculturas dispostas nele. Já um arquiteto ficaria mais fascinado com o edifício em si. 

5. Pratique 
Use uma folha e uma caneta para descrever lugares, objetos e pessoas por onde passar. Tente adquirir o máximo possível de detalhes, e dê importância às principais características. 
Depois atente aos detalhes, una cheiros, sons e temperaturas, adicionem um tom condizente com a sua história, e exponha o ponto de vista dos seus personagens. E não se esqueça: descrever algo é transmitir sua essência. 
Essas foram as dicas de hoje e espero que tenha gostado. Não deixem de comentar e deixar sua opinião, ela é muito importante para mim. Estejam atentos para o meu próximo artigo que será: Como Narrar Uma História


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4 comentários:

  1. Deviam dizer essa dica 1 pra o escritor de Crônicas de Narnia, por que tem horas que não se detalha nada, em outras são 2 capítulos de detalhes. Mas enfim, amei as dicas, como sempre o melhor trabalho

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  2. A cúmplice de assassinatos literários resolveu aparecer pra dizer que te apoia muito e dizer que a cada dia me impressiona a qualidade da escrita e todo o conteúdo utilizado pra deixar a narrativa descontraída e de fácil entendimento.Parabens!!!

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