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sábado, 11 de junho de 2016

Como Escrever Uma História de Terror, por Brendo Hoshington

Olá, Amigos Macabros!!!
O artigo de hoje é dedicado especialmente a vocês que adoram escrever Histórias de Terror. O nosso garoto Brendo Hoshington deixou dicas incríveis para os autores do gênero. Cada vez mais, eu me surpreendo com o talento desse menino. Vale a pena conferir!
Apavorem-se com essas dicas horripilantes!!!!

Olá, escritor. 
O que te deixa aterrorizado? 
O tema escolhido para essa semana é o terror, um gênero que vai muito além de sangue e tripas espalhados por uma sala. Que te tira o sono durante a noite, e se disfarça de vilão para trazer à tona seus maiores medos e segredos. 
Em um livro de terror, não é muito diferente. A trama não consiste apenas no serial-killer que quer matar todo mundo, mas nas próprias limitações de cada personagem em enfrentar suas dificuldades.

1. Entendendo o gênero 
Compreenda a natureza subjetiva do terror. Qual é a mensagem que há nas entrelinhas? 
Afinal, o terror não serve apenas para nos enojar com todo aquele derramamento de sangue, mas também para nos lembrar de nossos próprios temores. 
O terror nada mais é do que uma metáfora de nossas vidas. 
Sendo assim, não tenha medo de expor seus próprios medos em sua história. E tenha a si próprio como base. Imagine-se na pele do personagem, e se questione sobre o que você faria se estivesse no lugar dele. 

2. As Emoções 
Se há de se escrever terror, não tenha limites. Explore as emoções mais diversas, e não tenha medo de ir muito longe. Provoque em seus leitores felicidade, desconfiança e pavor. 
Faça-os questionarem a realidade. E traga a eles a esperança, mesmo que tudo não termine bem. 

3. A linguagem 
Muitos se enganam ao achar que um texto de terror precisa ser rebuscado para provocar arrepios. Na verdade, um texto simples, porém bem trabalhado, pode executar essa função com muito mais sucesso. O importante é saber ordenar as palavras. Encontre o tom, e depois o siga. 

4. O Vilão 
Um vilão sem passado é como um céu sem estrelas, não faz muito sentido. Ninguém vira vilão da noite para o dia. Sendo assim, torna-se necessário uma explicação do que levou o indivíduo a chegar a tal ponto. 
Evite os clichês, afinal de contas, estamos cansados daquela velha história, aquela do garotinho com rosto deformado, rejeitado pela sociedade. Traga coisas novas, fatos aterrorizantes, e uma motivação tão singela que faça o leitor se questionar se o vilão realmente está errado em fazer o que faz. 

5. Um final surpreendente 
Quem disse que toda história de terror precisa terminar com um vilão morto, e a mocinha ensanguentada andando sem rumo? Seja inovador, crie um final que surpreenda seu leitor. Algo como o vilão não ser exatamente um monstro, mas só uma pessoa que precisa de ajuda, ou quem achávamos ser o vilão na verdade é só mais uma vítima, enquanto o assassino estava o tempo todo ao lado do protagonista. 
Traga uma revelação perturbadora e um desfecho totalmente inesperado. 

“Primeiro vem as risadas. Depois as mentiras. Por último o tiroteio.” 
Stephen King 

Essas são as dicas de hoje. Espero que tenham gostado. Dedico esse artigo à Luise Carvalho, minha cúmplice de assassinatos (Literários). Não deixem de comentar e deixar sua opinião, ela é muito importante para mim. 
Estejam atentos para o meu próximo artigo que será: Como descrever os cenários. 



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12 comentários:

  1. Nossa, muito boa as dicas, me ajudou muito a desenvolver minhas ideias para meu livro de terror

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    1. Olá, João!!!
      Fico feliz em saber que as ideias do Brendo foram grandes fontes de ajuda!!!

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  2. Bem legal Brendo!Acho que você colocou os pontos principais... Acho que o terror fica nas "entrelinhas". Parabéns pelo texto!

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    1. Olá, Allison!
      Creio que seja esse mesmo o ponto de vista do Brendo.
      Abraços!!!

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  3. Bem legal Brendo!Acho que você colocou os pontos principais... Acho que o terror fica nas "entrelinhas". Parabéns pelo texto!

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    1. E obrigado, Allison, por prestigiar o Brendo!!!

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  4. Super showww Brendo, que dicas top, deu até um arrepio...haha!

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    1. Eu também senti um arrepio com as dicas do Brendo, Cristy!!!!

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