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sexta-feira, 10 de junho de 2016

O Esquizofrênico, de Brendo Hoshington

Olá, Galera!!!!
Tudo bem com vocês? Hoje é dia de Sexta-Feira do Terror. O nosso amigo Brendo Hoshington veio nos presentear com um conto de terror bem interessante. Eu amei o tom psicológico da narrativa. Já sei que vocês irão gostar. Leiam e apavorem-se com "O Esquizofrênico".

Dalton havia perdido o controle. Suas mãos ainda manchadas de sangue seguravam a arma do crime. O corpo do seu chefe jazia no chão do escritório em meio a uma poça de sangue. Eu não queria, eu não queria. 
Em poucos minutos seus companheiros de trabalho voltariam do horário de almoço e chamariam a polícia, assim que vissem o corpo no chão. Então tudo começaria de novo. 
O olho esquerdo do senhor Thomas permanecia aberto. Encarando Dalton como se esperasse dele uma decisão. Eu não queria, ele me obrigou. 
– Mas quem vai acreditar? – indagou a voz em sua cabeça. 
– Tenho que limpar tudo isso. 
– Vamos fatiar esse desgraçado – A voz parecia mais arrogante do que nunca.
– Não, não vamos. 
Dalton colocou o objeto ensaguentado sobre a mesa, um troféu que seu chefe ganhara em um campeonato de golfe, e também a arma usada para matá-lo. E depois seguiu para o corredor. O carrinho de materiais de limpeza estava exatamente, onde ele havia imaginado que estaria. Após empurrá-lo até o escritório, Dalton se ajoelhou e começou a limpar a bagunça. 
Os panos de chão sugaram o sangue tão depressa que parecia entender a urgência da situação. O olho do senhor Thomas continuava aberto, vibrante, como se o dono ainda estivesse vivo. 
Dalton limpou o troféu e o colocou de volta na mesa. A melhor forma de esconder algo é deixando-o a mostra. 
Logo depois colocou os panos dentro de um saco de lixo e o depositou dentro do carrinho, levou-o de volta para o lugar, onde o achara e retornou para o escritório. O que eu faço? O que eu faço? 
Passos ecoaram pelo corredor antes mesmo que Dalton pudesse encontrar uma saída. Desesperado, ele arrastou o corpo do senhor Thomas até o outro lado da sala e o enfiou debaixo da mesa. 
Tirou a camisa e a usou para limpar o sangue que ficara pelo caminho, depois correu para a mesa e se enfiou ao lado do corpo ao mesmo tempo em que a porta do escritório foi aberta. 
– Senhor Thomas? – A voz que ecoou pela sala era de Amanda Berna, secretária da empresa. O barulho do salto alto ecoou pelo escritório. Amanda depositou mais um de seus malotes de relatórios sobre a mesa, quando a porta do escritório foi aberta novamente. 
Dalton reconheceu a segunda voz como sendo de Oto, o cara com que ele mais simpatizava na empresa. 
– Onde está o senhor Thomas? 
– Eu gostaria de saber – respondeu Amanda. 
– Provavelmente com mais uma daquelas meninas que vivem na cola dele. 
– Isso que dizer que estamos a sós? 
– Eu não diria a sós, provavelmente aquele maníaco do Dalton deve estar enfurnado em algum canto.
– Ele não vai nos atrapalhar. 
Não, vocês é quem vão me atrapalhar. 
– Eu senti saudades – declarou Oto. 
– Eu também – disse Amanda abraçando-o. 
Oto a suspendeu e a colocou sobre a mesa, em baixo dela Dalton encarava o corpo do seu chefe, o olho aberto encarando-o de volta. Vai dar tudo certo. Acalme-se. Acalme-se. 
A mesa chacoalhou novamente e cabelos apareceram no campo de vista de Dalton, seu coração acelerou. 
– Ei, espera – pediu Amanda. 
– Não se preocupe, eu trouxe camisinha. 
– Não é isso, tem algo no piso, eu acho que é... sangue? 
– Qual é? – Estou falando sério. 
– Então o quê? Tem um corpo debaixo da mesa? – indagou Oto em meio a risadas.
– Claro que não, mas acho que o senhor Thomas pode ter se machucado, vamos, vamos sair daqui. 
– Não acredito que vai me deixar na vontade. 
– Por que não mata a vontade com a sua mulher? 
A porta do escritório foi aberta e dois segundos depois trancada novamente. Embaixo da mesa, Dalton respirou aliviado.

Então, gostaram? Deixe nos comentários a opinião de vocês!!!
Abraços e até breve!!!

8 comentários:

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