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domingo, 24 de julho de 2016

7 Indícios de que alguns Escritores Brasileiros imitam os de fora (Veja onde não errar)


Olá pessoal, tudo bem?

Você já leu um livro nacional?

Já leu algo que, apesar de ser de um escritor brasileiro, parece mais um daqueles roteiros de Hollywood?

Você percebe que o plagiato se torna cada vez mais frequente na literatura brasileira. E por vez, sente-se incomodado com a desvalorização da nossa cultura. Você não sabe o quê, mas algo está errado nisso tudo. E a pergunta que fica é: “Por que escrever hot dog se você pode escrever cachorro-quente?”

Você concorda comigo? Então continue lendo esse post!

1. Os Nomes

O nome de um personagem deve, em primeiro lugar, coincidir com sua personalidade. Mas também, é de extrema importância que esse esteja em concordância com o lugar onde a história se passa.

Se a trama ocorre no interior de São Paulo, isso não impedirá que haja por lá um Nick ou uma Isabelle. No entanto, o simples fato de não haver nenhum João ou Manuel na mesma história evidencia que tal escritor utilizou influências e não critérios.

2. A Mitologia

Hoje, muitos dos livros brasileiros é apenas um seguimento das mitologias estrangeiras, que consistem em vampiros, lobisomens, fadas, sereias e todo o resto que já conhecemos. 

E não há nada de errado nisso.

No entanto, é perceptível a baixa utilização do nosso próprio folclore, que é colocado de lado e muitas vezes subjugado como infantil.

3. A Música

Hoje, a maioria da população brasileira opta por ouvir músicas estrangeiras, e tal afirmação não altera o fato de que a música brasileira possui diversos clássicos e hits que poderiam facilmente abrilhantar uma história.

No entanto, o que se vê é que muitos autores optam apenas por preencher suas histórias com canções americanas ou europeias.  

Abrindo mão de qualquer valorização da nossa cultura.

4. O Dialeto

A história se passa no Brasil, o personagem se chama Francisco, trabalha na roça, escuta Chitãozinho e Xororó e acredita no saci-pererê, porém ele não fala de forma condizente ao lugar onde mora e você fica tipo: como assim?


5. O Cenário

Como assim ao chegar ao topo do “Monte do Alemão” Pietro se deparou com uma fileira de cabanas feitas de acácia?

Cara, ele tá no topo do Morro do Alemão, aquilo não são cabanas, são barracos, e a madeira é distinta, e quanto ao Pietro eu não vou nem comentar, espero que ele seja um turista vindo da Itália. 

6. O Hobby
Naquele fim de tarde Pietro foi até a cabana do saci-pererê e o convidou para jogar beisebol.
??????????

7. Os Costumes

Ao saírem do 24º baile da primavera, Jonathan decidiu convidar Emily para ir até o Ibirapuera Park, comprar dois hot dogs e comemorarem sua vitória de rainha do baile daquele ano.

Viu só do que eu estava falando?


Vejo muitos escritores reclamando sobre o fato de que os brasileiros não valorizam a literatura nacional, quando muitos desses escritores não valorizam sua própria cultura. Sejamos coesos, ainda estamos muito longe de sermos autênticos, e volto a repetir que não há problema nenhum em adicionar culturas estrangeiras em livros nacionais, apenas penso que valorizar um pouquinho o Brasil não iria fazer mal a ninguém.

Então, o que acha de tudo que eu escrevi? Comente, pois desejo saber a sua opinião.

9 comentários:

  1. Verdade Fernando.Acredito que um dos pontos principais para não se usar tanto a nossa própria cultura, que é muito rica é o medo de não agradar a maioria dos leitores, sendo assim o livro acaba ficando encalhado nas prateleiras. Sabemos que o Brasil é um país que ama o que vem dos EUA e Europa, até de alguns países asiáticos. O que vem de fora dá lucro, seja na literatura e em outras áreas também, então fica super complicado competir com o que vem de fora. Adorei a matéria,muito interessante. Claro que existem outros fatores também, que junto com o que eu citei, torna-se a literatura nacional cada vez mais estrangeira. Mas existem alguns poucos e bons livros nacionais que abordam a nossa cultura, é somente pesquisar um pouco, que o leitor os encontrará. O legal nisso tudo é que aos poucos nossa literatura vem ganhando, cada vez mais espaço, e é muito bom vê-la crescendo. Forte abraço Fernando!

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    1. Muito obrigado, Luciano. Mas quem escreveu a matéria é o Brendo Hoshington. Isso está no início.
      Abraços!!!

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  2. Verdade! Está no início, nem prestei à atenção,acostumado fazer comentários, quando não havia os parceiros. Boa matéria Brendo,desculpe-me o engano. Forte abraço!

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    1. Sem problemas Luciano, o importante é que você concorda com minha opinião e a de muitos que estão cansados disso tudo, muito obrigado pelo comentário, e pra você outro abraço!!!

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  3. Realmente, a desvalorização cultural existente no Brasil é muito gritante hoje em dia. E é muito bom saber que mesmo poucos mas ainda existam escritores que usam os atributos que o Brasil tem a dar. Mais ums vez Brendo, seu trabalho tem sido inovador, criativo, e impressionante. Não é exagero dizer que a sua coluna é a minha favorita nesse Blog

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    1. Obrigado pelo comentário João, também penso assim!!!

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  4. Concordo!!! E principalmente com as regrinhas básicas da língua portuguesa. Por exemplo, não adianta escrever um livro nacional, que se passa no Brasil, com personagens brasileiros e usando regras da ortografia americana. DETESTO ISSO.
    Pense só se você escrever uma redação num vestibular de uma boa faculdade usando as regras americanas, como por exemplo a ausência de travessão nos diálogos ;) Com certeza você perderia alguns pontinhos. Enfim, adorei o post. E apoio a literatura nacional com tudo de melhor que tem no Brasil, principalmente a nossa língua!!!

    Bjkssssssssss

    Lelê

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  5. Concordo plenamente com você lê, e muito obrigado pelo comentário, ele é muito importante para mim!!!

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  6. Concordo Brendo, muitos livros são assim mesmo!!

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