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sexta-feira, 1 de julho de 2016

O Metamorfo, por Brendo Hoshington

Olá, Galera!!!
Temos mais uma Sexta-Feira do Terror. Nosso amigo Brendo Hoshington vem nos presentear com um conto assustador. Aproveito para dar uma informação: Brendo faz parte de uma Coletânea de Contos de Terror publicada pela PenDragon. A capa do livro encabeça essa postagem. Que tal adquirir o seu exemplar? Clique aqui e adquira o seu. Também fiz resenha da obra que pode ser conferida aqui. Falei demais, não é? Então, chega de enrolação e vamos ao conto assustador de nosso garoto prodígio.

Eliza Duarte pensou: "Essa idiota não sabe de nada".
Ângela era a psicóloga da escola, e falava daquela forma, como se soubesse de tudo que se passa na cabeça das pessoas.
O que está querendo dizer com ela não é mais a mesma? – indagou para Eliza.
Ela está agindo dessa forma desde que voltou do acampamento. Eu exijo saber o que houve com a minha filha.
Sempre sente essa necessidade de obter controle sobre a Emily?
O quê? – ela estava ficando furiosa. – Não sou sua paciente. Minha filha simplesmente foi a esse maldito acampamento e voltou diferente, não come, tem tido insônias durante a noite e não quer ver o pai.
Está bem. Vou conversar com ela.
Não quero que trate minha filha, preciso que pergunte as outras crianças o que houve, alguma delas vai saber responder.
Não sei se as outras mães autorizariam tal coisa.
Eliza se levantou, sua cadeira causando um ruído ao ser empurrada para trás.
Quer saber? Vou descobrir o que aconteceu sozinha.
Senhora...
Vá se ferrar.

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Mamãe?
Oi querida?
Fica aqui comigo. – Eliza afagou o lençol da filha e sorriu.
Não posso, tenho que ver o seu pai. Ele está um pouco adoentado.
Espero que ele morra – disse Emily, com uma voz arrogante demais para uma criança de nove anos de idade.
Emily Duarte, já disse para não falar essas coisas.
Emily se inclinou na cama, o suficiente para que sua boca chegasse próximo ao ouvido de sua mãe.
Ele é mau – cochichou.
Eliza sentiu um arrepio tomar conta de sua nuca.
Por que está dizendo isso?
Ele foi até o acampamento, disse que precisava me trazer de volta pra casa.
O quê? Emily, seu pai não sai daquela cama há três dias.
Emily balançou a cabeça em negativa.
Não, não pode ser, era o papai, ele me colocou no carro e me levou até lá.
Até lá? Para onde ele te levou?
Para caverna, e ele me tocou.
Eliza mordeu o lábio, sentido as lágrimas arderem em seus olhos.
Você precisa matá-lo mamãe.
Matá-lo?
Mamãe? Ele me machucou.
Não pode ter sido, seu pai a ama.
Emily abraçou a mãe em meio a lágrimas.
Não, meu pai me estuprou.

Ao sair do quarto, Eliza estava tão apavorada que levou um susto quando o telefone tocou em seu bolso. Com as mãos trêmulas, ela atendeu a ligação.
Senhora Duarte? Sou eu, a Ângela.
Desculpe-me, mas não é uma boa hora.
É que, eu descobri algo, achei que fosse querer saber.
Está certo.
Brendo Hoshington
Ingrid de Silva, amiga da sua filha me afirmou que a viu sair com o pai do acampamento, e que voltou horas depois, disse também que ela estava estranha, e que não respondeu para onde havia ido.
Eliza mordeu os lábios outra vez, enquanto ia em direção à cozinha.
Muito obrigado por me ligar, mas já resolvemos tudo.
Isso é ótimo. Escuta, desculpe-me por hoje de manhã.
Não se preocupe – respondeu Eliza, sentindo a raiva crescendo em seu peito. Quando ela encarou seu reflexo na faca de cortar carne, sabia o que teria que fazer, mataria seu marido.
Sem saber que a criatura deitada na cama de Emily nem sequer era sua filha...

Gostaram? Não deixem de comentar.



Abraços e até a próxima postagem.

2 comentários:

  1. Muito bom Brendo! Parabéns garoto. Quanto talento para escrever TERROR\HORROR. Parabéns por estar nesse livro macabro da PENDRAGON. Afinal, de Terror, você me parece ser um especialista nesse gênero, tão desvalorizado em nosso país. Forte abraço!

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    Respostas
    1. Verdade, mas ainda bem que estamos aqui para fazer a diferença.

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