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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Baixa Fantasia

Olá leitores do Blog Filósofo dos Livros, tudo bem com vocês?
Eu espero que sim... Hoje é quarta feira e continuando o nosso projeto em falar de todos os subgêneros da literatura fantástica, eu trago hoje o estilo mais difícil de entender, pelo menos para mim. Talvez vocês também fiquem confusos, ma separar fantasia entre Alta e Baixa é meio complexo. Vamos entender o porquê?

Baixa Fantasia 
Mesmo com aspectos muito semelhantes à alta fantasia, a baixa se diferencia principalmente por se passar no mundo real. Os seus cenários são cidades reais, pessoas reais e situações comuns ao leitor, como embarcar em um avião, em um trem, viajar para uma grande cidade ou ir pra escola... E neste contexto cotidiano se misturam os elementos fantásticos, sejam eles eventos, personagens ou seres... Por vezes, existem tantos elementos fantásticos que a diferença entre a Baixa e Alta fantasia torna-se tão tênue que diferenciá-los se torna um problema... Querem ver como é confuso?
Harry Potter
O fato de um trem partir para a plataforma 9 ¾ para um mundo totalmente independente do mundo real é considerado baixa fantasia, mas sair da mesma Londres, entrar em um guarda roupa e encontrar uma rainha em Nárnia é considerado Alta Fantasia... Sim... E isso é um pouco confuso, sempre fico em dúvida com estas diferenças...
Outro aspecto que também diferencia os dois estilos é que a eterna luta entre o bem e o mal possui aspectos mais sutis e menos políticos que na Alta Fantasia... Novamente vamos de exemplo: Na série Harry Potter, “aquele que não se pode dizer o nome” é o vilão, mas... Por que ele é o vilão? Houve uma drástica mudança política no cenário da saga que o impulsionou para o mal?
Percy Jackson
...Percebem que não há um contexto muito complexo sobre como Valdemort se tornou o antagonista da série? Ou... No primeiro livro do Percy Jackson, por que cargas d’água o Luke roubou o maldito raio de Zeus, aquela explicação ridícula do final do livro me irrita até hoje. Rsrsrsrs... Não estou dizendo que a sagas não são complexas, muito pelo contrário; quando comecei as pesquisas sobre os subgêneros da fantasia, isso sempre me encheu de dúvidas e conforme se aumenta a complexidade literária, a linha que separa os dois subgêneros se torna cada vez mais frágil... Mas uma coisa é fato, quanto às influências políticas e de complexidade histórica, não podemos comparar as articulações de Harry Potter ou de Percy Jackson com GOT e Senhor dos Anéis, podemos? Eu acho que não...
Para tentar entender essa confusão, vamos ver o que aconteceu a divisão dos subgêneros?
As Crônicas de Nárnia
A Baixa fantasia só se tornou um subgênero no inicio do século XX, antes tudo era literatura fantástica sem distinções ou subdivisões mais complexas. Com as novas interpretações, a alta complexidade de histórias como “O senhor dos Anéis” e “As Crônicas de Nárnia”, as histórias em que se misturavam fábulas, folclore e principalmente a personificação de animais e brinquedos deveria ser separada das mais complexas. As aventuras de Pinocchio, de Carlo Collodi, publicado em 1.883 é considerado até hoje o precursor da Baixa Fantasia, pois neste livro os eventos misturados ao ambiente real se tornam muito distintos... Um marceneiro constrói Pinocchio e uma fada lhe dá vida, sem altas complexidades sociais, políticas ou mesmo fantásticas. Ficou um pouco mais claro agora?
Eu considero a Baixa Fantasia uma arma interessante nas mãos do autor, pois podemos ambientar os personagens e os eventos fantásticos em um cenário já conhecido pelo leitor, sem o advento de ficar criando mundos e seres fantásticos.
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Por exemplo, consegue imaginar centenas de soldados de areia travando uma batalha no Maranhão para defender os interesses dos deuses do Egito? Eu imaginei isso... Acontece no Etéreo.
Espero que tenha conseguido passar o que aprendi sobre Baixa Fantasia e nos vemos na próxima quarta feira, grande abraço a todos...

6 comentários:

  1. Achei bem interessante seu texto. Acho que com sua explicação terei mais facilidade em distinguir a baixa fantasia da alta fantasia, do que distinguir conto e crônica, pois sempre acho que seus elementos se misturam. :)

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  2. Tô confuso kkkkk
    Mas o texto tá ótimo!!!
    Você sempre manda bem Allison!!!

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