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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Conto de Fadas


Olá leitores do Filósofo dos Livros, tudo bem com vocês? Eu espero que sim... Vamos continuar o projeto de falar um pouco mais detalhadamente de cada subdivisão da literatura fantástica? Para escrever o post de hoje, estou ouvindo uma música do inigualável André Matos com o Shaman que se chama Fairy Tale, e ai, vocês já tem alguma idéia do estilo que vamos abordar? O estilo que permeia a literatura infantil até os dias de hoje é...

Conto de Fadas
Os contos de fadas tiveram a sua origem em tempos muito remotos, (muito remotos mesmo, tanto que não se tem certeza de sua origem), entre as culturas bretãs e celtas. Lendas populares e temas pouco abordados eram contados em forma de pequenas histórias e contos (assim como ainda acontece hoje nas cidades do interior do Brasil) na Europa antiga.
A denominação Conto de Fadas, vêm da presença na maioria das histórias de seres fantásticos com poderes quase ilimitados que foram denominados “fadas”.
O estilo ganhou ares oficiais somente em meio ao século XVII na França, quando o advogado e poeta Charles Perrault decidiu reunir algumas destas pequenas histórias e as publicar, visto que todas até então eram apenas passadas entre as gerações de forma oral, tendo assim muitas variáveis entre a mesma história, mas acho que em todas as culturas isso acontece, eu mesmo já ouvi dezenas de versões diferentes sobre sacis e mulas sem cabeça.
Diz a lenda que muitas variáveis foram avaliadas por Perrault antes da documentação oficial e não se sabe qual o critério utilizado para escolher qual destas versões foram imortalizadas pela pena e pela tinta.
As primeiras histórias publicadas foram: A Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida, O Barba Azul, As Fadas, Cinderela, O Gato de Botas, O Pequeno Polegar e Henrique do Topete. Desta forma, Perrault deu origem a um novo estilo de literatura até então não conhecido pela humanidade, a literatura infantil.
No início as histórias não eram tão doces e bonitas como as que conhecemos hoje em dia, lembram-se de quando eu disse que temas “pouco abordados” eram usados nas histórias? Alguns temas como violência, assassinatos, estupros, sexo e canibalismo eram abordados livremente em algumas versões destas histórias. (Na pesquisa que realizei para escrever este post, descobri que havia uma versão de “A Chapeuzinho Vermelho” em que o lobo estuprava a menina, a obrigava a comer alguns pedaços de sua vovozinha cozida e a beber o seu sangue em uma taça de vinho... Bizarro, não é?).
No século XVIII, dois irmãos que são famosos até hoje (Jacob e Wilhem), mais conhecidos como Irmãos Grimm, após uma minuciosa pesquisa linguistica publicaram o livro “Contos de Fadas para Crianças e Adultos” em 1.822, onde fizeram algumas adaptações nos contos de Perrault e os mudaram para uma melhor aceitação do público.
Inseriram as fadas como seres iluminados que realizavam sonhos e transformavam as protagonistas das histórias em princesas que eram resgatadas por príncipes encantados e então todos os finais se tornaram felizes. Além do mais, as histórias ganharam a missão de transmitir ao leitor valores morais e éticos. Como por exemplo, eles inseriram o caçador na história A Chapeuzinho Vermelho, o que mudou completamente o rumo do original, após o caçador acabar o algoz da garotinha, netinha e vovozinha viveram felizes para sempre.
As mudanças realizadas pelos irmãos Grimm foram tão aceitas que impulsionaram os contos de fadas e a transformaram em um dos estilos de literatura mais populares de todos os tempos. Influenciando novos autores como o dinamarquês Hans Cristian Andersen, que mesmo não mantendo os finais felizes em todas as histórias mantinha a idéia de resiliência e da recompensa final (mesmo depois da morte) em manter os ideais morais e éticos. A Pequena Vendedora de Fósforos, A Roupa do Rei e O Patinho Feio são alguns de seus contos fantásticos.
Nos dias de hoje os romances são permeados de “elementos” de contos de fada, (fórmulas de escrita onde a garotinha feia e pouco popular se destaca e termina a história com o rapaz mais bonito e cobiçado do colégio, não passa de uma nova adaptação de conto de fada, não é?). Mas...
...Todos sabemos quem são os maiores impulsionadores dos contos de fada hoje em dia, infelizmente (ou felizmente, depende da sua opinião), os personagens saíram das páginas dos livros e ganharam vida nas telas dos cinemas e dos televisores... Alice no País das Maravilhas, A Bela e a Fera, Branca de Neve e o Caçador, A Menina da Capa Vermelha, Once Upon a Time... Além de outros tantos filmes e animações, ficaram realmente fantásticos, não ficaram?
Espero que tenham gostado e nos falamos novamente na semana que vem... Um grande abraço!

2 comentários:

  1. Mto interssante! Credo que horror a história da chapéuzinho vermelho, ainda bem q os irmãos Grimm consertaram! Sempre aprendendo com seus posts

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  2. As curiosidades aqui abordadas são fantásticas.
    Parabéns pelo texto.

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