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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Filme: A Fruta Proibida

Olá, Galera!!!!
Resolvi falar sobre um filme que me agradou bastante: A Fruta Proibida. O título original é Adam & Eve, e acredito que ele representa melhor a proposta do filme.
Cena de amor
Trata-se da história de um AMOR PROIBIDO entre uma MOÇA e um PADRE. Até aí, parece que o enredo é bastante comum. Afinal, existem tantas histórias que trabalham com essa temática: filmes, novelas, jornais e até o padre que conhecemos (risos). Modéstia parte, considero-me um especialista nesse tipo de romance, pois já presenciei diversos casos (mais risos). Porém, a película traz um diferencial em relação ao que costumamos ver por aí. Os fatos, que circundam a trama, fascinaram-me. 
Creio que o filme A Fruta Proibida aborda a questão com uma maturidade maior, sem cair em baixarias. A obra cinematográfica não é apelativa, e nos conduz a uma reflexão bem legal sobre o assunto.
Eve
O Simbolismo do Paraíso do Éden permeia o drama do começo ao fim. A jovem Eve se apaixona pelo Padre Adam. Ela faz uma faculdade onde tem aulas de dança e de canto. O sacerdote é o professor de canto da moça. O filme não realiza grande rodeios.
De cara, vemos o amor de Eve por Adam. O Padre parece levar a sério sua vocação, entretanto não resiste ao encanto da moça. Logo, vemos uma cena linda de sexo entre os dois, pois não existe vulgaridade na forma que se apresenta. Após a consumação do ato, o pastor de almas entra em crise por causa de seu pecado.
Jason
Como todo bom paraíso, temos a serpente para tentar e atrapalhar a felicidade do casal. Ela é representada por um personagem bastante interessante: o professor de dança que é gay. O seu nome é Jason. O dançarino não tem trejeitos femininos e demonstra muita seriedade em sua arte. Ele exige que suas alunas não dancem apenas, mas demonstrem paixão. Assisti a versão dublada do filme. Embora Jason não tenha trejeitos femininos, achei que a voz do dublador transparecia feminilidade. Gostaria de assistir ao original para ver se tal característica ocorre. 
Falando em paixão pela arte, o professor de dança pede para suas alunas imaginarem uma transa ao executar seus passos. A dança deveria transmitir o sentimento de uma relação sexual. A princípio, achei o pedido meio forçado, pois as mulheres não me pareciam lésbicas e ter tal sentimento entre elas pareceu-me "forçar a barra". Com o decorrer do desenvolvimento do enredo, mudei de opinião.
Padre Adam
O professor de dança também se apaixona pelo sacerdote e percebe que Eve ama Adam. Com esse sentimento e conhecimento, passa a exercer a função da serpente, procurando tentá-los.
No primeiro contato com o sacerdote, Jason conversa com ele e fala de seu amor por um parceiro passivo. Como tal romance não deu certo, nutria um sentimento de vingança. Imaginei que o padre daria um belo sermão tradicional criticando o fato dele ser gay, mas não houve o discurso moralista. Padre Adam apenas disse para que ele substituísse a vingança pelo amor. A partir daí, Jason começa um jogo de sedução. Ele deseja o sacerdote como amante e utiliza-se de artimanhas para conquistá-lo. Começa uma história de luxuria e pecado de forma contundente.
Posso dizer que o personagem gay rouba a cena em muitos momentos. O Padre Adam é seguro de sua heterossexualidade, porém se incomoda com a relação do professor gay com Eve. Há uma cena em que Jason dança com tanta paixão com sua aluna que duvidamos de sua atração por homens. Ele parece apaixonado pela garota. Tal cena causa ciúmes no padre. Depois de ter visto a dança sensual entre ele e Eve, Adam a espera perto do apartamento da mesma. Na escada, ocorre uma transa rápida sem a necessidade de tirar toda a roupa. Foi apenas um levantar de saia e um abrir de zíper. Consumado o ato, Adam larga a garota como se ela fosse apenas um objeto. Eve diz que o ama, porém ele não se importa.
Andrea
Com raiva do sacerdote, Eve procura um ex-namorado e transa com ele somente para magoar o cara. Alega que foi magoada e por isso, queria magoar alguém. Melhor parar por aqui e falar um pouco de minhas impressões sobre o filme. Mas antes, garanto que o filme tem um final fabuloso; e isso, graças a uma amiga de Eve que aparece pouco, mas que tem uma participação importante na trama. Estou me segurando para não dizer o quanto essa amiga chamada Andrea se destaca como presença marcante, embora curta.
Como mencionei antes, gostei da maturidade com que foi trabalhada a temática. Os personagens são coerentes naquilo que desejam. Achei interessante, um sacerdote que não faz discurso moralista ao falar sobre a questão homossexual. Adam não se entregou ao professor de dança pelo fato de ser hétero, Mas em nenhum momento, o tratou como aberração. As críticas feitas a Jason foram realizadas à sua conduta e nada mais. 
Capa do DVD do Filme
A atriz que representou Eve destacou-se pela alegria e por não ter medo de amar. Adam, por sua vez, teve as crises normais de qualquer sacerdote ao se deparar com as tentações.
Jason, o professor de dança, cumpriu de forma magistral o papel da serpente. O bacana foi que ele seduziu, realizou estratégias de conquistas, mas não focou na questão do pecado do sacerdote. Chamou o padre de egoísta, mas não fez algo que eu esperava como chantagens, escândalos, etc. Imaginava que ele fosse dedurar o sacerdote, mas isso não se passou por sua cabeça. Acredito que seduzir o sacerdote sem realizar ameaças foi a melhor sacada do roteirista do filme.
Enfim, não vou mais tecer comentários sobre a obra cinematográfica. Apenas recomendo que assistam e se desejarem, venham conversar comigo sobre o assunto. Na realidade, a película trouxe-me inúmeras reflexões que não coloquei aqui para o post não ficar extenso. Gostaria muito de debater o assunto.
Você pode baixar o filme, clicando aqui.
Abraços e até a próxima postagem.

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