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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O sétimo Coven

Olá leitores do Filósofo dos Livros, tudo bem? Espero que sim, hoje é quarta feira e trago na coluna um conto com elementos de baixa fantasia. O sétimo Coven é um conto que já escrevi há algum tempo e peço desculpas a todos vocês por não trazer um conto inédito, mas esta semana foi absurdamente corrida. Espero que gostem do conto que traz uma momento em paralelo do meu primeiro livro HAEGESSA: Entre a luz e as sombras. Um grande abraço a todos e até a próxima semana...

O sétimo Coven.

A chuva caia torrencial, os olhos de Helena não conseguiam enxergar muito além do círculo... As outras quatro permaneciam em suas posições mantendo elevado o nível de energia do Coven... Logo começaria a batalha e toda a força do grupo seria colocada à prova...
Podiam ouvir as tropas se aproximando, Helena olhara a jovem Lourdes na outra extremidade do circulo, estava chorando, mas mantendo-se firme apesar do frio e do medo... Joana estava com os olhos fechados, concentrando suas forças em seu chácra coronal... As outras duas garotas, mais experientes trabalhavam juntas, Helena via suas auras azuis tornando-se apenas uma por alguns instantes, a sacerdotisa levantou os braços clamando à grande deusa força para conseguir salvar a cidade...
O barulho dos cascos dos cavalos aumentava e o som das armaduras também se tornara mais intenso, Helena suava frio e sentira o calor inconfundível apesar do vento gelado que viera acompanhando a chuva...
Estava com medo, com muito medo... Se fossem pegas certamente seriam presas, torturadas e queimadas, malditos cruzados e a sua percepção equivocada sobre religiosidade... Um porta bandeira pode ser avistado por Helena, o cavaleiro estava encharcado, o estandarte pingava a água da chuva e o uniforme estava sujo com sangue...
Ao ver o circulo sagrado o homem parou seu cavalo que quase o derrubou quando se ergueu sobre as pernas traseiras... Com seus grandes olhos azuis encarava as cinco mulheres enquanto balançava a bandeira... Os homens chegaram e os arqueiros com o uniforme branco ostentando uma grande cruz vermelha já colocaram as flechas em seus arcos e aguardavam a ordem de seu comandante... Será que ainda não haviam percebido que seria ineficaz? Não haviam notado que as mulheres estavam secas no interior do circulo?
Uma nuvem de flechas tombara na invisível proteção que guardava o Coven de Helena, as bruxas voltaram-se de frente uma para as outras e deram as mãos... Sob uma ordem incompreensível aos ouvidos de Helena a cavalaria templária avançou com toda a força...
Lanças de batalha apontadas para as mulheres protegidas pelo circulo mágico, que já se apresentava como uma cúpula aos olhos dos homens, mas será que se manteriam intactas sob o aço cristão? O cavaleiro da ponta passou direto pela cúpula, seguido pelos outros homens, a infantaria templária também passara, entraram na cidade... Vazias, geladas e abandonadas, seguiram em formação até o interior da cidade...
Tudo estava queimado, corpos estendidos pelas ruas e sangue escorrendo pelas ruas... No centro da pequena cidade de pedra havia uma grande cruz de madeira, invertida em meio a sete cabeças recém-cortadas ainda usando seus crucifixos de prata...
As tropas ocuparam a cidade inteira, talvez ficassem por alguns dias, devem ter tido uma alucinação coletiva...
As mulheres abriram os olhos, permaneciam entre o grande circulo de pedras... Intactas...
Fizeram sua viagem com sucesso, Lourdes permanecera em silêncio durante todo o caminho de volta, era apenas uma garota e esta fora a primeira viagem ao mundo etéreo que fizera em seu novo Coven, descera do carro e entrara em casa, sua mãe ainda estava no sofá, provavelmente esperando-a até que pegou no sono...
Lourdes entrou em seu quarto e tirou as roupas, deitou-se e fechou os olhos, ainda conseguia ver os olhos do homem que carregava a bandeira...


4 comentários:

  1. Muito bom o conto Alisson. Parabéns, pena que é tão curto, queria ler mais. Forte abraço!

    Marcas literárias
    leootaciano.blogspot.com.br

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  2. É impressão minha ou esse conto é só pra me deixar ainda com mais vontade de ler Etéreo?
    Parabéns ALisson, o conto está incrível!

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