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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Espada e Feitiçaria

Olá leitores do Filósofo dos Livros, tudo bem com vocês? E ai, prontos para continuarmos a nossa viagem pelas subdivisões da literatura fantástica? Hoje vamos falar de um estilo pouco conhecido, pois elementos quase idênticos aparecem com frequência em livros de alta e baixa fantasia... Mas eu vou explicar as diferenças e vocês irão entender tudo bem? Então vamos falar de Espada e feitiçaria.

A grande diferença entre Alta e a Baixa fantasia e Espada e Feitiçaria é que a realização de uma busca pessoal do protagonista é a única coisa que importa. Seja a glória das batalhas, a conquista de um trono e de riquezas ou a vingança desenfreada contra seus inimigos. Não existe algo maior, a luta entre o bem e o mal não importa. Aliás, o protagonista pode ser um mercenário, um guerreiro ou até mesmo um ladrão. Querem um exemplo? Em: O Senhor dos Anéis temos guerreiros e magos não é? Mas em qual momento o guerreiro Aragorn lutou exclusivamente por seu trono e pelo amor de sua elfa? Em nenhum momento não é? A paz na Terra Média e a destruição de Sauron sempre foram o objetivo principal, seu trono, sua riqueza e o seu amor sempre foram secundários... Já em: Conan: O Bárbaro, após conquistar seu trono e destruir seus inimigos qual era o objetivo do herói? Nenhum... A história fica sempre aberta, pois outras aventuras viriam... Deu pra entender a diferença?
Os livros de Espada e Feitiçaria são sempre ambientados ou na era medieval ou nas eras antigas, sejam elas Gregas, Romanas ou Bíblicas. O uso da magia é muito empregado durante a jornada, seja pelas mãos de bruxos e feiticeiros, seja por seres mitológicos e seus poderes ou mesmo com a intervenção de algum deus.
O ano de 1.961 determinou o inicio do estilo, quando dois autores americanos começaram a explorá-lo. Robert E. Howard começou a publicar as primeiras histórias de seu personagem recém criado Conan, um bárbaro nascido na Siméria que lutava contra feiticeiros e guerreiros inimigos. Mas foi outro escritor que determinou as diferenças e inclusive batizou o novo estilo como o conhecemos hoje: Fritz Leiber...
As histórias fantásticas que Leiber criou com a dupla de personagens Fafhrd e Gray Mouser diferenciou o estilo de seu principal ícone: Conan (o bárbaro solitário). A dupla de Leiber trabalhava sempre em equipe e conseguiam assim histórias com uma profundidade muito maior que as de Howard. Para se ter uma idéia, ainda na década de 60, as histórias de Leiber já apresentavam as guildas de ladrões e feiticeiros, alguns enigmas malignos, além de demônios e maldições... Resumindo: Tudo o que é possível fazer em Dungeons e Dragons hoje em dia, só se tornou possível graças ao trabalho de Leiber. Então jogadores de RPG, reverenciem este nome para sempre, ok? Rsrsrsrs.
As principais influências do estilo vêem dos contos medievais europeus, das histórias das mil e uma noites e claro das aventuras dos semi-deuses gregos, romanos e nórdicos contadas nos livros antigos.

Apesar de muitos acharem o estilo “fraco” se comparado à alta e à baixa fantasia. As possibilidades quase infinitas de criação deixam a Espada e Feitiçaria com muita lenha para ser queimada, tanto que hoje é explorado por todas as mídias possíveis: O cinema, as séries de TV, os jogos de tabuleiro e os vídeo games, além da literatura o exploram cada vez mais...
Espero que tenham gostado do artigo e na próxima quarta-feira trago um conto inédito com este tema, até lá então e um grande abraço!

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