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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Fantasia Cientifica


Olá leitores do Filósofo dos livros, tudo bem com vocês? Espero que sim... No post de hoje vamos continuar com o nosso projeto de falar sobre literatura fantástica definindo mais um subgênero? O de hoje é bem legal, vamos falar sobre a Fantasia Científica.

Bom, no primeiro post que escrevi falando sobre as subdivisões da literatura fantástica, disse pra vocês que a fantasia científica mistura baixa fantasia e ficção científica. Mas... Não é só isso, aliás, a grande verdade é que o buraco é bem mais embaixo quando falamos deste subgênero.
Ela mistura as duas vertentes, mas há um porém, ou melhor: PORÉM, sim, com letras maiúsculas, rsrsrs. Muitos livros que são definidos hoje como ficção científica, na verdade começaram como fantasia científica.
O Sci-Fi conta com a ciência a favor da história, uma boa história de ficção científica associa o impacto da ciência na trama ou na sociedade em que a história se passa, lembrando que é a ciência real, não é algo não inventado (ainda... rsrsrs). Quando a tecnologia ainda não é conhecida pelos homens já entra no âmbito da Fantasia. O grande problema é: Até onde o não conhecido não é real? Vou dar alguns exemplos.
Quando Julio Verne escreveu Da Terra à Lua e o publicou em 1.865, (pensem que em 1.865 estava acontecendo a Guerra do Paraguai, as viagens eram feitas a cavalo e as grandes embarcações eram a única maneira de atravessar oceanos). O fato de um homem entrar em uma cápsula metálica, ser impulsionado da Terra e pousar na lua era algo tão improvável à humanidade como quando falamos hoje em dia de viajar entre dimensões paralelas ou viajar no tempo. Então, em 1.865 o livro Da Terra à Lua era uma fantasia científica, certo?
Entretanto, no dia 20 de Julho de 1.969, quando Neil Armstrong pisou em solo lunar pela primeira vez e a situação da humanidade mudou, os livros de Julio Verne tiveram que ser mudados de prateleira e entraram definitivamente na Ficção Científica. Deu pra entender?
Outro exemplo: Isaac Asimov publicou em 1950 o livro Eu, Robô, onde robôs (humanóides) iriam conviver com homens e interagir profundamente com a humanidade. Ainda estamos longe disso?
As origens do termo fantasia científica vieram das publicações na década de 50 de pulp magazines americanas, como a Slaves of Sleep e a Magic Inc. Que começaram a chamar as histórias assim, diferenciando da ficção cientifica tradicional, já que com a guerra fria, a corrida tecnológica começou a tornar o que era impossível cada vez mais palpável. Depois os primeiros livros com esta definição começaram a ser lançados, a grande referência desta época foi a autora americana Leight Brackett, que além de permear a literatura com livros sobre marcianos, depois ainda trabalhou como roteirista de cinema. Essa mulher não era fraca... Rsrsrs.
Hoje em dia o estilo permeia todas as mídias de entretenimento como o cinema, as séries, hq’s, mangás e os games é claro. Quem nunca jogou Final Fantasy não sabe o que está perdendo... Rsrsrs.
Um grande abraço e até a semana que vem.



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