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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Jonas Vai Morrer, de Edson Athayde, Chiado Editora

Olá, Galera Literária!!!
Se eu for pensar em uma palavra para definir a obra Jonas Vai Morrer, de Edson Athayde, publicação da Chiado Editora, usarei o termo ORIGINALIDADE.
O autor soube criar um enredo bem diferente daquilo que eu costumo ler. Jonas Vai Morrer é o tipo de livro que nos engana até mesmo quando o narrador nos fala a verdade em sua narrativa. Às vezes, a sinceridade nos faz desacreditar naquilo que lemos. Mas não pense que com essa pista, vocês perderão o sabor da leitura, pois é difícil discernir quando ele é ou não sincero. Outro aspecto interessante da obra é como a escrita do autor evolui ao longo das páginas do livro. Porém, antes de explicar esse aspecto, quero destacar a qualidade gráfica da obra e o seu material.
O livro Jonas Vai Morrer é um dos livros mais bonitos que vi na Chiado Editora. O material é de primeira qualidade. As folhas são mais grossas e tem uma textura agradável de se manusear. A capa está linda. O título da obra e o nome do autor estão em relevo. Eu me apaixonei pelo desenho dessa capa. Há folhas escuras que embelezam o livro. Essas folhas antecipam cada capítulo e trazem os textos introdutórios de cada um. A fonte tem bom tamanho e facilita a leitura, tornando-a bem prazerosa.
Tendo feito as considerações sobre o material e os aspectos de diagramação do livro, podemos partir para falar sobre o enredo de forma detalhada. Em Jonas Vai Morrer, encontramos a história de Pedro, um homem que trabalha em um manicômio. Lá, os loucos são numerados. O 32 oferece um caderno de memórias para Pedro. 
A vida de Pedro é chata, monótona. O protagonista parece ser uma pessoa sem atrativos. A narrativa feita sobre ele segue esse ritmo de chatice no início do enredo, fazendo-nos até duvidar de seu brilhantismo. Pedro é uma pessoa sistemática e ao receber o caderno do 32, resolve ler um trecho por dia. Mesmo quando a leitura se torna bem interessante e instiga a querer ler mais, ele se mantém fiel à proposta de ler apenas um trecho. Essa atitude me irritou algumas vezes, pois ao longo das páginas, temos acesso ao que ele lê e queremos saber logo da continuação. 
Por causa disso, temos praticamente duas histórias no livro que são a de Pedro e a do 32. A narrativa sobre Pedro é feita em 3ª pessoa. A história do caderno do 32 tem narração em 1ª. Pela forma poética que o louco descreve suas memórias, ficamos na dúvida se ele é realmente insano. O personagem 32 tem uma linguagem rebuscada. O louco utiliza muitas metáforas para falar de sua vida.
Nas narrativas do 32, encontramos seu ponto de vista sobre algumas coisas acerca do mundo. Mas o importante seria a figura de Jonas. Descobrimos que Jonas Vai morrer, mas não sabemos o motivo dessa morte e se é verdade que ele vai falecer. Ficamos na dúvida sobre os fatos mencionados no livro.
Conforme a curiosidade de Pedro se aguça, o leitor se sente instigado a querer saber sobre Jonas e alguns novos personagens que surgem na trama. A partir daí, o tedioso Pedro se torna um personagem interessante na obra, pois passa a investigar aspectos sobre Jonas, uma personagem secundária e sobre o louco 32.
É momento de parar com os detalhes do enredo. Só posso dizer que amei essa forma de evolução da narrativa. Começamos com tudo chato, pois a vida do protagonista é chata. Entretanto, à medida que sua vida fica interessante, tudo fica delicioso. É como se o autor quisesse nos fazer mergulhar no ritmo da vida que tem momentos tediosos e momentos interessantes.
Frente a tudo isso, ficamos realmente curiosos. Será que Jonas vai morrer mesmo? E por quais motivos, ele deveria morrer? Eu já sei a resposta e garanto que são essas respostas que garantem a ORIGINALIDADE DA OBRA.
No princípio da leitura, por causa dos momentos enfadonhos, tive vontade de largar o livro. Porém, entendi o porquê do autor criar essas situações sem graça em sua obra. Jonas Vai Morrer é o tipo de livro que não pode ser analisado por partes. Devemos enxergar o todo. E é nessa visão do todo, que percebemos a GENIALIDADE de Edson Athayde. Tamanha criatividade merece a classificação de CINCO ESTRELAS no Skoob.
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Agradeço a Chiado Editora pelo livro excelente que me foi dado. Estou muito feliz com nossa parceria. Deixo também meu muito obrigado a você que acompanha o Blog e o Canal Literário Filósofo dos Livros. O quê? Você não conhece meu Canal Literário? Clique aqui para assistir aos vídeos.
Abraços.

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